<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-8613237477499683901</id><updated>2011-07-08T12:20:16.238-03:00</updated><title type='text'>medula e osso</title><subtitle type='html'>- água e pão -</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://medulaeosso.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8613237477499683901/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://medulaeosso.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Henrique</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14525896152812347788</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_CDnzb0p9whE/Sno_8gYfiSI/AAAAAAAAADU/pP6ObCWaQWA/S220/C%C3%B3pia+(2)+de+random+010.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>6</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8613237477499683901.post-3585655497188782605</id><published>2009-08-05T13:28:00.003-03:00</published><updated>2009-08-05T20:03:30.081-03:00</updated><title type='text'>“Mataram irmã Dorothy”</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;O meu senso artístico, em especial com relação ao cinema, é pífio. Mas me atrevo a indicar, sem vacilar, um documentário que pessoalmente achei incrível: “Mataram irmã Dorothy”.&lt;br /&gt;O documentário já passou pelos cinemas há alguns meses, mas só domingo, quando estreou na tevê brasileira, no Discovery Channel, é que tive a chance de assisti-lo.&lt;br /&gt;A película obviamente trata do caso do assassinato da religiosa norte americana, Dorothy Mae Stang, a irmã Dorothy, como ficou conhecida, que em fevereiro de 2005 ganhou repercussão nacional e internacional. A história creio que todos mais ou menos já a conheçam. Mas vamos a alguns fatos relevantes.&lt;br /&gt;A irmã Dorothy, que pertencia a uma congregação destinada à educação dos mais pobres, desenvolvia, desde a década de 70 no Brasil, um trabalho que aliava educação e melhora da qualidade de vida de populações no Norte do país. O projeto da religiosa passava pela redistribuição das comuníssimas terras “griladas”, terras sem dono, no Pará, entre famílias carentes visando à recuperação de áreas antes degradadas pelo agronegócio através da agricultura de subsistência.&lt;br /&gt;Infelizmente, aos olhos de muitos, este projeto era intransigente, prejudicava a indústria madeireira, grande negócio da região de Anapu (município paraense onde Dorothy foi assassinada), e só gerava conflitos. O documentário mostra, no entanto, uma Irmã Dorothy que queria, sobretudo o debate em vez da oposição de intereses.&lt;br /&gt;Indico este documentário porque além de ser o grande tema dos últimos e dos próximos anos, a questão ambiental no Brasil esbarra no modo de agir ou de não agir do povo. Falar da Irmã Dorothy é pretexto pra falar sobre algo que ouvi faz uns dias. “Pessoas acomodadas são mais felizes”. A frase era acompanhada de uma explicação, que dizia que pessoas que não eram “conformadas” sofrem muito durante a vida porque querem “mudar o mundo”, algo impossível. Não quero crer nessa idéia e encontrei na Irmã Dorothy um contra-argumento ideal.&lt;br /&gt;Ela certamente não era alguém acomodado. Perseverou o quanto pode na sua causa e ao que parece encontrou a realização pessoal abraçando seus princípios. A luta pela preservação ambiental na Amazônia não é nova. Nas palavras de um dos irmãos de Dorothy: desde a morte de outro ativista icônico, Chico Mendes, as coisas pouco mudaram em termos de punição. Uma estagnação que pode ser traduzida por acomodação.&lt;br /&gt;Torço pra que o “quarto poder” não explore apenas a violência das disputas de terra. Torço pra que todos estes fatos signifiquem um ponto de inflexão na crescente covardia e desordem que se instalam em alguns estados brasileiros que a lei ainda não alcança.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&gt; "Mataram irmã Dorothy" (2008) - &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Dir.: Daniel Junge&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8613237477499683901-3585655497188782605?l=medulaeosso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://medulaeosso.blogspot.com/feeds/3585655497188782605/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8613237477499683901&amp;postID=3585655497188782605&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8613237477499683901/posts/default/3585655497188782605'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8613237477499683901/posts/default/3585655497188782605'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://medulaeosso.blogspot.com/2009/08/mataram-irma-dorothy.html' title='“Mataram irmã Dorothy”'/><author><name>Henrique</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14525896152812347788</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_CDnzb0p9whE/Sno_8gYfiSI/AAAAAAAAADU/pP6ObCWaQWA/S220/C%C3%B3pia+(2)+de+random+010.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8613237477499683901.post-4512216713255870006</id><published>2009-07-27T20:38:00.004-03:00</published><updated>2009-07-27T21:50:00.668-03:00</updated><title type='text'>A que será que se destina?</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Hoje eu decido desafiar a inspiração. Quero escrever, mas não sei o quê. Mas também não quero só imprimir palavras no papel. Ta aí! Escrever não é mesmo só borrar de tinta esse branco papel? Eu busco uma resposta.&lt;br /&gt;Há tempos essa questão martela na minha cabeça. Porque escrever?&lt;br /&gt;Um verso do Pessoa diz: “O sol doira sem literatura.”. Os dias continuam a suceder-se quando não escrevo. É claro que o eu-lírico do verso não coincide com o autor, até porque o Pessoa entendia que ele tinha como missão “alargar a consciência da humanidade”, obviamente pela sua obra. Um tanto pretensioso.&lt;br /&gt;A princípio eu sinceramente não escrevia pra ser lido. Era só um exercício íntimo de autoconhecimento. Mas hoje há sentido em comunicar. Há algum tempo, pra mim, a literatura e toda arte era meio estrito para a transformação pessoal, individual. Aquelas obras que almejam algo mais do que isso eram mera utopia. Desde os romances panfletários do Jorge Amado, até o realismo fantástico dos escritores latinos que buscavam senão ideologizar, ao menos conscientizar. Excluo obviamente os auto-ajudas da vida, que estão longe de incitar qualquer transformação.&lt;br /&gt;A transformação do indivíduo talvez seja meio pra transformação da sociedade. Mas utopicamente, prefiro crer que o que existe é um intercâmbio de conhecimento. Não há obra ou texto que sozinhos operem mudança radical. Escritor e leitor criam juntos o saber. E por crer nisso não me interesso que o meu texto seja acabado. Ele é imperfeito, naturalmente, e muito imperfeito. Mas é assim que eu gosto. As incongruências podem também gerar um questionamento. E se isso for meio pra uma possível transformação, essa é a minha resposta.&lt;br /&gt;Arte pra mim é sentimento que extravasa e que escapa ao ser. Algo espontâneo que não é capaz de ser contido e que por caminhos tortuosos sai do abstrato para o concreto. E por isso é imperfeita, passível de nascer das maiores escatologias.&lt;br /&gt;O dilema está principalmente em congregar o eu e o nós. E admiro o Graciliano, (ele que, se há perfeição, esteve muito perto dela) entre outras razões, por isso. Ele teve peito pra abandonar a atitude predominantemente panfletária do Romance de 30. Não foi por isso que expurgou da obra dele o tom ideológico. A ideologia dele manifesta-se por meios mais sinuosos. Era através da escavação psicológica dos seus personagens que dava voz à opressão sócio-econômica que inevitavelmente precisaria ser ouvida. Conciliou com harmonia o homem e o meio.&lt;br /&gt;Coisa pra mestres. Enquanto isso eu me viro com o que posso. Escrevo um pouco sobre o que se passa aqui na minha cabeça, um pouco sobre o que eu percebo do se passa diante dos meus olhos. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8613237477499683901-4512216713255870006?l=medulaeosso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://medulaeosso.blogspot.com/feeds/4512216713255870006/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8613237477499683901&amp;postID=4512216713255870006&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8613237477499683901/posts/default/4512216713255870006'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8613237477499683901/posts/default/4512216713255870006'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://medulaeosso.blogspot.com/2009/07/que-sera-que-se-destina.html' title='A que será que se destina?'/><author><name>Henrique</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14525896152812347788</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_CDnzb0p9whE/Sno_8gYfiSI/AAAAAAAAADU/pP6ObCWaQWA/S220/C%C3%B3pia+(2)+de+random+010.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8613237477499683901.post-1518397553985582797</id><published>2009-07-03T22:13:00.008-03:00</published><updated>2009-08-05T19:32:54.343-03:00</updated><title type='text'>Outono de Brasília</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Já inventaram mais de uma dezena de "Primaveras". A mais conhecida é a de Praga, a última dizem que acontece em Teerã. Mas pra falar a verdade eu sou meio cético com relação ao romantismo dos nomes dados a esses movimentos. Às vezes num mal súbito até chego a imaginar a "Primavera do Rio", em que o povo daria um “basta!” na violência (sonho burguês); a “Primavera de Bagdá" com os iraquianos resistindo à opressão ianque (sonho antiamericano); e vai por aí vai, primaveras dos mais variados gêneros.&lt;br /&gt;Mas daí eu lembro que eu tenho um pé fincado no chão e que não me deixa sonhar muito, e que eu moro no Brasil. Os mais precipitados podem achar que agora eu vou vomitar asneiras anti-brasileiras à la Diogo Mainardi. Mas diferente do Diogo, acho que as minhas expectativas são bem mais... risíveis ou patéticas, se é possível.&lt;br /&gt;Na minha cabeça, e eu creio nisso, o florescer do Brasil é um florescer eterno, um sonho intenso, diria Bilac, delirante pra mim. Um florescer que de tão demorado um dia acaba e as flores caem, assim, sem nem terem desabrochado. E desse jeito era uma vez o “florão da América”, aquele país do futuro. Pessimismos infantis à parte, só sei que a gente parece viver há uns 100 anos o porvir. Mas que a gente sempre esbarra em miudezas e por vezes em graudezas.&lt;br /&gt;Quem sabe toda essa divagação seja inútil ou seja só uma sensação. E acho que é, por causa da política. Ou por causa de um rosto: Sarney, ou Sir Ney, como queiram. Ele me faz sentir que aqui há pouca ordem e pouco progresso. Esse homem é a personificação do que eu disse no parágrafo anterior. Dizem que quando ele surgiu pro público era o messias, o rosto da renovação, do novo jeito de fazer política (é normal um déjà vu nessa hora). Hoje... Bom, não preciso nem terminar a história. O Sarney é uma promessa inacabada igual à do chavão do “país do futuro”. Um eterno porvir. Acho que ele até acha que tem alguém que acha ele vale um voto e vá lá, talvez valha, talvez seja só conto de fadas, talvez seja hora dele sair de cena. Mereçe um fim abrupto.&lt;br /&gt;Enfim, é desse jeito que a gente vai levando: devargar, devagarinho. Esperando o outono mas crendo que a primavera brasillis não tem fim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Alguém há de ler e de me entender.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8613237477499683901-1518397553985582797?l=medulaeosso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://medulaeosso.blogspot.com/feeds/1518397553985582797/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8613237477499683901&amp;postID=1518397553985582797&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8613237477499683901/posts/default/1518397553985582797'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8613237477499683901/posts/default/1518397553985582797'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://medulaeosso.blogspot.com/2009/07/outono-de-brasilia.html' title='Outono de Brasília'/><author><name>Henrique</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14525896152812347788</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_CDnzb0p9whE/Sno_8gYfiSI/AAAAAAAAADU/pP6ObCWaQWA/S220/C%C3%B3pia+(2)+de+random+010.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8613237477499683901.post-6921150452627348116</id><published>2009-06-21T19:03:00.005-03:00</published><updated>2009-06-21T19:15:28.290-03:00</updated><title type='text'>Diz mais</title><content type='html'>&lt;blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;Nesses dias em que há tudo pra se escrever sobre e ainda sim não há nada, tá aí&lt;br /&gt;uma música cheia de paradoxo e pretensão.&lt;/blockquote&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Palavras não falam&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não escrevo pra ninguém e nem pra fazer música&lt;br /&gt;E nem pra preencher o branco dessa página linda&lt;br /&gt;Eu me entendo escrevendo e vejo tudo sem vaidade&lt;br /&gt;Só tem eu e esse branco e ele me mostra o que eu não sei&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E me faz ver o que não tem palavra&lt;br /&gt;Por mais que eu tente, são só palavras&lt;br /&gt;Por mais que eu me mate, são só palavras&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu me entendo escrevendo e vejo tudo sem vaidade&lt;br /&gt;Só tem eu e esse branco e ele me mostra o que eu não sei&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Ah!&lt;em&gt; Palavras não falam, in Peixes Pássaros Pessoas, de Mariana Aydar, 2009&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8613237477499683901-6921150452627348116?l=medulaeosso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://medulaeosso.blogspot.com/feeds/6921150452627348116/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8613237477499683901&amp;postID=6921150452627348116&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8613237477499683901/posts/default/6921150452627348116'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8613237477499683901/posts/default/6921150452627348116'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://medulaeosso.blogspot.com/2009/06/diz-mais.html' title='Diz mais'/><author><name>Henrique</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14525896152812347788</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_CDnzb0p9whE/Sno_8gYfiSI/AAAAAAAAADU/pP6ObCWaQWA/S220/C%C3%B3pia+(2)+de+random+010.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8613237477499683901.post-6386926756759431799</id><published>2009-06-06T19:23:00.010-03:00</published><updated>2009-08-05T19:32:15.649-03:00</updated><title type='text'>Saturno e Urano</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Não. Eu não sou esotérico. Não consulto horóscopo antes de sair da casa. Nem pra abrir a boca. Sequer pra escrever besteiras aqui. Saturno e Urano são os planetas que regem, ou que sei-lá-o- que, o meu signo. Como eu disse, não sou muito afeito a essa previsibilidade oferecida pelos horóscopos ou à metafísica das ciências esotéricas. Mas enfim, quando li que Saturno e Urano estavam relacionados de alguma forma à minha personalidade, segundo a astrologia, me senti quase que lido, decifrado. Um é ligado ao clássico, outro à modernidade. Me dei conta de que é isso que eu faço o tempo todo, se é que isso importa a alguém senão a mim. Ultimamente ouço em paralelo Vanguart, o folk matogrossense, e Edith Piaf, a chanson parisiense. É só um exemplo mas de fato eu não consigo me filiar à modernidade, à vanguarda ou fincar o pé no passado. Tento sempre misturar, reprocessar, reler as ideias, os conceitos. Adaptar, enquadar ao dia. Me dei conta que o mundo inteiro faz isso hoje. O Lula fez, o Tom fazia. Não existe nada mais pra ser criado hoje. O que dá pra fazer é isso: juntar um pouco do que já fizeram, olhar pra o que está feito e expelir qualquer coisa com aspecto de nova. Dizem que isso é pós-modernidade. Pra mim é falta de criatividade. Já ouvi até que tudo que existe na cultura ocidental já tinha sido pensado na Bíblia ou na Ilíada. Radical? Não. Mas nem ser radical o século vinte e um aceita.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8613237477499683901-6386926756759431799?l=medulaeosso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://medulaeosso.blogspot.com/feeds/6386926756759431799/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8613237477499683901&amp;postID=6386926756759431799&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8613237477499683901/posts/default/6386926756759431799'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8613237477499683901/posts/default/6386926756759431799'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://medulaeosso.blogspot.com/2009/06/saturno-e-urano.html' title='Saturno e Urano'/><author><name>Henrique</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14525896152812347788</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_CDnzb0p9whE/Sno_8gYfiSI/AAAAAAAAADU/pP6ObCWaQWA/S220/C%C3%B3pia+(2)+de+random+010.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8613237477499683901.post-5833578667213061471</id><published>2009-05-14T23:21:00.007-03:00</published><updated>2009-08-05T19:31:52.880-03:00</updated><title type='text'>O vaso sanitário e a internet</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_CDnzb0p9whE/SgzW9EdqE1I/AAAAAAAAABA/zkHMtA_06-M/s1600-h/wa.gif"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:0;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:0;"&gt;&lt;/span&gt;Mais do que o tear hidráulico, mais do que descaroçador de algodão, mais do que a máquina à vapor. O mais importante fruto da Revolução Industrial foi o vaso sanitário com descarga! Isso mesmo. E não foi pelas óbvias razões higiênicas, se é o que você deve estar pensando, foi pelo impacto social desse invento. O vaso sanitário com descarga mudou pra sempre o modo de a humanidade se relacionar com o seus dejetos, com o seu lixo, enfim, com as merdas que produz.&lt;br /&gt;A História conta que a histeria das pessoas com o novo invento era tanta, que o uso da descarga hidráulica foi sendo pervertido à medida que se popularizava. Onde deveriam ser depositados #1 e #2, o povo começou a jogar todo tipo de lixo que se podia imaginar. De sapatos à garrafas, o vaso foi ia deixando de ser vaso pra ser uma nova lixeira. É verdade que a possibilidade de não ter que encarar nenhum dejeto que produzimos é mesmo fascinante. Mas o modo como usavam o vaso sanitário se tornou insano. Em Londres, por exemplo, a poluição vinda das fábricas, que já não era pouca, somou-se ao lixo doméstico e os rios londrinos ficaram muito comprometidos. Foi então que o governo resolveu intervir; sanar e sanear, literalmente, o problema, educando a população sobre o uso adequado da nova tecnologia, recuperando o que havia sido degradado e investindo em infra-estrutura.&lt;br /&gt;Nos anos 2000 há quem diga que a latrina da humanida é a web. Possivelmente eu também esteja contribuindo, jogando um pouco de podre e sujo nela, agora. Mas o fato é que a internet é uma terra de ninguém. Cada um fala o que quiser, sobre o que e sobre quem quiser. Despeja asneiras, leviandades, mentiras, intimidades desnecessárias, podridão. Tudo isso com a possibilidade do anonimato. De novo: é fascinante! Liberdade levada às últimas consequencias. Os mais pessimistas profetizam o fim do saber e um império da ignorância. Longe de mim propor qualquer coisa que beire a censura. Mas parafaseando G. Brown: livres, mas não livres de valores éticos.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8613237477499683901-5833578667213061471?l=medulaeosso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://medulaeosso.blogspot.com/feeds/5833578667213061471/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8613237477499683901&amp;postID=5833578667213061471&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8613237477499683901/posts/default/5833578667213061471'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8613237477499683901/posts/default/5833578667213061471'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://medulaeosso.blogspot.com/2009/05/mais-do-que-o-tear-hidraulico-mais-do.html' title='O vaso sanitário e a internet'/><author><name>Henrique</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14525896152812347788</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_CDnzb0p9whE/Sno_8gYfiSI/AAAAAAAAADU/pP6ObCWaQWA/S220/C%C3%B3pia+(2)+de+random+010.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry></feed>
